segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os antigos engenhos.



          Embora existissem diferentes tipos de engenhos, o processo de fabricação do açúcar não variava muito. Da plantação da cana até o encaixotamento do açúcar, tudo dependia do trabalho dos africanos escravizados. Dependendo do tamanho do engenho, o número de escravos variava de cinquenta a trezentos, aproximadamente.

Fabricação do açúcar.
           O primeiro passo para formar um canavial era a derrubada da mata. A atividade canavieira foi responsável pela devastação de grande parte da mata Atlântica brasileira.
           Na casa da fornalha, o caldo de cana era fervido várias vezes até se transformar em melaço. Na casa de purgar, o melaço era colocado em fôrmas para descansar. Depois de vários dias, formava-se os cristais de açúcar.
           O açúcar era retirado das fôrmas e quadrado em torrões. Esse trabalho era feito num alpendre em frente da casa de purgar. Os torrões de açúcar eram espalhados ao sol para secar. Depois de bem seco, o açúcar era colocado em caixotes de madeira.
           Finalmente, os caixotes de açúcar eram levados para os navios, onde eram transportados para a Europa.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Imigrantes




          A partir da década de 1870, a política de incentivo à imigração possibilitou a entrada de milhares de imigrantes no Brasil, onde se estabeleceram os imigrantes de diferentes origens e a contribuição de cada grupo para a cultura brasileira.
          Italianos, na culinária, a pizza e o macarrão são as mais conhecidas contribuições que os italianos trouxeram para o Brasil. Também influenciaram o jeito de falar dos brasileiros com palavras como "tchau" e "paúra", de uso corrente nos lugares onde se estabeleceram, principalmente São Paulo e Rio Grande do Sul. Nas cidades, encontraram trabalho nas fábricas. No interior, trabalharam nas fazendas de café.
         Sírio-Libanês, vieram da Síria e do Líbano a partir de 1890. Muitos trabalhavam como mascates e trouxeram, entre outros costume, pratos como o quibe e a esfiha para nossa culinária.
         Espanhóis, mais de 700 mil espanhóis vieram principalmente para São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia. Trabalharam em fazendas de café, foram operários ou comerciantes. Difundiram o hábito de sempre ter grãos à mesa, como grão-de-bico e ervilha.
        Japoneses, quase 200 mil japoneses chegaram ao Brasil a partir de 1908. Fixaram-se em fazendas, principalmente no interior de São Paulo, e trouxeram hábitos alimentares como o Sushi e o Sashimi.

A chegada dos imigrantes.

         A partir de 1850, com a proibição do tráfico de escravos, começou a faltar mão-de obra nas fazendas de café. Para substituir a mão-de-obra escrava, o governo brasileiro estimulou a vinda de imigrantes da Europa para trabalhar no Brasil.
        Os imigrantes chegaram para trabalhar principalmente nas lavouras de café. Nas fazendas, eles moravam em casas simples, que formavam uma espécie de rua, a colônia; por isso eram chamados colonos. As antigas senzalas foram desaparecendo aos poucos.
        Muitos imigrantes se dirigiram para as cidades, onde foram trabalhar como operários das fábricas e indústrias que estavam surgindo e em diferentes profissões.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A santa segunda-feira.



    No livro Costumes em comum, o historiador britânico Edward P. Thompson comenta um costume em vários países da Europa desde o século XVI até o início do século XX: o de não trabalhar na chamada santa segunda-feira. Essa tradição, diz ele, parece ter sido encontrada nos lugares onde existiam indústrias de pequena escala, em minas e nas manufaturas ou mesmo na indústria pesada. Não se trabalhava nesse dia por várias razões, mas principalmente porque nos outros dias da semana a jornada era de 12 a 18 horas diárias. Assim, os trabalhadores procuravam compensar o excesso de horas trabalhadas. Havia ainda a dificuldade de desenvolver o trabalho na segunda-feira por causa do abuso de bebidas alcoólicas, comum nos fins de semana. Nas siderúrgicas, estabeleceu-se que as segundas-feiras seriam utilizadas para consertos de máquinas, mas o que prevalecia era o não trabalho, que às vezes se estendia às terças-feiras.
Foram necessários alguns séculos para disciplinar e preparar os trabalhadores para o trabalho industrial diário e regular.

Democracia, educação e cidadania.


     O lado democrático e cruel da situação educacional brasileira está exatamente aí. O homem da camada social dominante tira proveito das deformações de sua concepção de mundo. Ao manter ignorância, preserva sua posição de mando, com os privilégios correspondentes. O mesmo não sucede com o homem do Povo. As deformações de sua concepção de mundo atrelando, indefinitivamente, a um estado de incapacidade, miséria e subserviência. Transformar essa condição humana, tão negativa para a sociedade brasileira, não poderia ser uma tarefa exclusiva das escolas. Todo o nosso mundo precisaria reorganizar-se para atingir-se esse fim. no entanto, é sabido que as escolas teriam uma contribuição especifica a dar, como agencias de formação do horizonte intelectual dos homens. Cabia à lei fixar certas condições, que assegurassem duas coisas essenciais: a equidade na distribuição das oportunidades educacionais; a conversão das escolas em instituições socializadoras, pondo cobro ao divórcio existente entre a escolarização e o meio social. Ainda aqui a lei se mostra parcial e inoperante. Atende aos interesses dos novos círculos de privilegiados da sociedade brasileira, como as classes médias e ricas das grandes cidades, e detém-se diante do desafio crucial: a preparação do homem para a democracia, que exige uma educação que não seja alienada política, social e historicamente.

Revoltas regionais, abolicionismo e republicanismo.

   No período imperial, entre 1822 e 1889, ocorreram, movimentos pelo fim da escravidão e contra a Monarquia, tendo como objetivo a instauração de uma República no Brasil ou proclamação de repúblicas isoladas.
  Todos os movimentos foram reprimidos violentamente, com muitas mortes e prisões. A ideia do governo em vigor era torná-los exemplos a não seguir.
  Durante o Império ocorreram ainda movimentos em que se lutou por questões específicas, contra as decisões vindas dos governantes, percebidas como autoritárias. Em 1851, por exemplo, alastrou-se por várias províncias do Nordeste a chamada Revolta Ronco da Abelha, contra o decreto que exigia o registro civil de nascimentos e óbitos. Dizia-se que essa era uma forma de escravizar os recém-nascidos. Outro exemplo é a Revolta do Quebra-Quilos, que começou na Paraíba em 1874 e se espalhou por todo o Nordeste, contra as arbitrariedades dos cobradores de impostos e contra os novos padrões de pesos e medidas de acordo com o sistema decimal. Também aconteceu em várias províncias do Nordeste, em 1875, a Revolta das Mulheres, contra um decreto que alterava a forma de recrutamento para o serviço militar.
   Além das revoltas regionais, dois grandes movimentos sociais, a partir de 1850, alcançaram âmbito nacional: o movimento abolicionista e o republicano. Eles se desenvolveram paralelamente, mas com composições diferentes, e foram fundamentais para a queda do Império e a instauração da República no Brasil.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O bullying está no cotidiano da escola. Combata-o agora.

Humilhação, perseguição, discriminação, ameaça e agressão. Essas práticas condenáveis são chamadas de bullying, um mal que se instalou há tempos na sala de aula e é visto por muitos com certa naturalidade.
O termo bullying tem origem na palavra bully, que significa valentão, brigão. Como verbo, quer dizer ameaçar, amedrontar, tiranizar, oprimir, intimidar, maltratar. O primeiro a relacionar a palavra ao fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega. Ao pesquisar as tendências suicidas entre os adolescentes, Olweus descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, bullying era um mal a combater. Ainda não existe termo equivalente em português, mas alguns psicólogos e estudiosos do assunto o denominam "violência moral", vitimização" ou maus tratos entre pares," uma vez que se trata de um fenômeno de grupo em que agressão acontece entre iguais - caso, estudantes.
Como é um assunto examinado criteriosamente há pouco tempo, cada país ainda precisa encontrar um vocábulo ou uma expressão, em sua própria língua, que tenha esse significado tão amplo.