terça-feira, 10 de setembro de 2013

Os Maias e o chocolate.

Utensílios Maias 

Arte Maia




O cacaueiro de nome científico Theobroma cacao é uma planta nativa de uma região que vai do México passando pela América Central até a região tropical da América do Sul, que vem sendo cultivada por pelo menos três mil anos na região. Os primeiros registros de seu datam do período Olmeca. No entanto, existem evidências que indicam cultivo anterior a esse período. Desde sua domesticação o cacau usado como bebida e, depois, como ingrediente para alimentos. Durante a civilização maia era cultivado e, a partir de suas sementes era feita uma bebida amarga geralmente temperada com baunilha e pimenta. Acredita-se que combatia o cansaço além de afrodisíaco. Alguns dos vestígios mais antigos de uma plantação de cacau foi datado de 1100 a 1400 a.C. Sendo encontrado em Honduras. O cacau foi aproveitado posteriormente pelos Maias e Astecas em forma de bebida, considerada sagrada. Nas cerimônias religiosas, o cacau torrado era servido com especiarias e mel. Os conquistadores espanhóis introduziram a delícia na Europa, onde era considerado um alimento especial e energético.  
Inicialmente somente mulheres, sacerdotes e nobres e consumiam em cultos da Igreja Católica, depois o cacau foi se popularizando e se diversificando com a edição de outros ingredientes. os suíços tiveram a ideia de outros ingredientes. Os suíços tiveram a ideia de misturar o cacau ao leite, dando origem ao chocolate como nós conhecemos hoje. Típico de clima tropical, o cacaueiro encontra no Brasil um ambiente ideal para o seu cultivo, principalmente nas regiões do Espírito Santo e o sul da Bahia, Ilhéus. Hoje o país é o maior produtor da América Latina e um dos maiores do mundo ao lado da Costa do Marfim, de Gana e do Equador.
O chocolate é um alimento feito com base na amêndoa fermentada e torrada do cacau. Sua origem remonta às civilizações pré-colombianas da América central. A partir dos descobrimentos, foi levado para a Europa, onde popularizou-se, especialmente a partir dos séculos XVII e XVIII. Contudo, em função das necessidades climáticas para o cultivo do cacau, não é possível o seu plantio na Europa e por isso as colonias americanas de clima tropical úmido continuaram a fornecer a matéria-prima. Atualmente os maiores produtores estão na África Ocidental.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Paraty


Igreja de Santa Rita e ao lado Antiga Cadeia
Paraty RJ 
Primeiro porto escoador do ouro e diamantes vindos de Minas Gerais através das serras da Mantiqueira e do mar, entrou em declínio depois que o governo ultramarino providenciou o "Caminho Novo" direto do Rio de Janeiro, encurtando em quinze dias a viagem da carga preciosa. Recuperou-se, no entanto, como porto exportador de café produzido no Vale do Paraíba e como produtor de cachaça. Com a estrada de ferro ligando o Rio a São Paulo, voltou a perder importância. Readquiriu prestigio novamente graças ao turismo bastante facilitado pela estrada ao longo do litoral, ligando Santos ao Rio. Além de significativas igrejas, sobrados de peculiar ornamentação no revestimento em relevo.                  
Ruas de pé de moleque


                                                       Muitas cidades de Minas Gerais também conservam o calçamento de pé de moleque.
Praça da matriz Nossa Senhora do Rosário

Essa rua vai para a praia.

A bela cidade colonial, considerada Patrimônio histórico Nacional, preserva até hoje os seus inúmeros encantos nacionais e arquitetônicos.
Andar pelo centro histórico é entrar em outra época, onde o caminhar é vagaroso devido às pedras "pé-de moleque" de suas ruas.
A presença das águas, com a invasão das marés na lua cheia, a cultura do café e da cana, o porto e seus piratas, a maçonaria determinava o traçado do centro histórico de Paraty.
As ruas foram todas traçadas do nascente para o poente e do norte para o sul. Todas as construções das moradias eram regulamentadas por lei, podendo pagar com multa ou prisão, quem desobedecesse as determinações.
As construções de seus casarões e igrejas traduzem um estilo de época e o misterioso símbolo maçônico que enfeitam as suas paredes nos levam a imaginar como seria a vida no Brasil de antigamente. A proibição do tráfico de automóveis no centro contribui para está viagem pelo tempo.  
Paraty foi fundada em 1600. Por volta de 1640 os índios que viviam nesse lugar foram expulsos dando a fundação de um novo povoado.
Paraty ganhou importância no século XIX, porque servia de porto que levava o ouro de Minas Gerais para Portugal. Durante está época de riqueza, vários sobrados começaram a ser construídos e Paraty se tornara o segundo porto mais importante do Brasil.

Em alguns dias do mês a maré sobe e entra pelas ruas.


                                               As pequenas embarcações no Rio Perequê-Açu
 Em 1946 as terras foram doadas pela senhora Maria Jácome de Mello, para que ali fosse construída a capela de Nossa Senhora dos Remédios. Foi ao redor desta capela que se formou o povoado de Paraty.
Praça da matriz
                                              Igreja de Nossa Senhora dos Remédios.


No período da lua cheia e maré alta o mar avança a cidade.

Mar em frente da Capela de Nossa Senhora das Dores.


Capela de Nossa senhora das Dores.
Localizada na rua Fresca, foi construída no ano de 1800 por mulheres da aristocracia paratiense.

                                              Rio Perequê-açu.
Vista do mar para a terra.
                                             Paraty à noite, os artistas e seus trabalhos.
                                                             Vista noturna

                                                 Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.


Igreja de Nossa Senhora dos Remédios.



                                                    As namoradeiras.





                                               Igreja Nossa senhora das Dores.




















                                                   Rua do fogo durante o dia as mulheres ajudavam na igreja e a noite trabalhavam nessa rua.

                                                          Fachadas com símbolos maçônicos.
                                     
A simbologia maçônica possui uma linguagem lógica e complexa, utilizando desde símbolos com figuras geométricas e sinais, toques de mão e batidas especiais um dos poucos símbolos conhecidos pelos não maçons é o triângulo, que representa Deus, ou como é mais conhecido pelos maçons, o grande arquiteto do Universo.    




A maçonaria surgiu durante a Idade Média na Europa, quando a poderosa Igreja Católica proibia reuniões de pessoas que pudessem questionar ou colocar em risco seu domínio. Assim, para fugir dos inquisidores católicos, grupos da iniciante classe média ( intelectuais, artesãos e comerciantes) formaram uma espécie de associação secreta, a maçonaria, que visava a busca da verdade através da razão e da ciência e não apenas através da fé. 
Perseguidos na Europa, começaram a chegar no Brasil no século XVIII, durante o ciclo do ouro. Muitos se estabeleceram em Paraty, que na época era o ponto intermediário entre a capital e as minas. Em 1833 fundaram na cidade a loja maçônica. "União e Beleza" ( na esquina da rua do comércio com a rua da cadeia) e muito influenciaram na arquitetura da cidade. O ano da fundação da loja maçônica, coincidência ou não, é um número de elevada importância para a maçonaria que, segundo a interpretação ortodoxa da Bíblia, seria a duração em anos da vida de Cristo. Derivando desse número, o triângulo é o símbolo maçom por excelência.